terça-feira, 17 de agosto de 2010

Mero Mortal



Por tanto tentar,
Por tanto cair,
Por tanta ilusão,
A vida me moldou assim,
Serei um ser celestial ou mero mortal?
Serei um homem sábio ou mero boçal?

Acorrentado a paixões,
Entregue a canções,
Massacrado por frases e poemas
Que não me permito ter fim,

E vou me prendendo
A tudo que não posso ter.

Correndo com meu exercito dourado, vou à luta,
Querendo saber como vencer o destino,
De peito aberto derrotas, às vezes vitórias,
E me convencendo que esse ciclo não tem fim.

Envelhecendo eu vou,
Escrevendo sonhos curtos,
Desejando ilusões,
Sonhando, tristeza que vai,
Alegria que vai, por esse ciclo,
Esse ciclo sem fim.

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